Deutschland.de – a revista Na América do Sul, o acordo UE-Mercosul estabelece, desde maio de 2026, novas regras para um espaço econômico com cerca de 700 milhões de pessoas. Ele reduz as barreiras co- merciais e facilita o acesso a matérias-primas críticas. No Sudeste Asiático, a política comercial europeia também está avançando: a UE avançou nas negociações de acordos com a Indonésia, enquanto as negociações com a Tailândia, as Filipinas e a Malásia estão em andamento; com Cingapura e o Vietnã, já existem acordos. Base sólida Além disso, há a proximidade geográfica de centros consoli- dados e startups em ascensão na Alemanha. Em Baden- -Württemberg e na Baviera, concentram-se os setores auto- motivo, de engenharia mecânica e de robótica; a Renânia do Norte-Vestfália destaca-se nas áreas de química, materiais e tecnologia energética; Berlim, Munique e a região Reno- -Meno-Neckar estão entre os principais centros de ciências da vida; e o “Silicon Saxony”, na região de Dresden, é o maior centro de semicondutores da Europa. Uma extensa rede de rodovias, ferrovias, vias navegáveis in- teriores, portos marítimos e aeroportos internacionais conec- ta os centros industriais alemães aos mercados europeus e globais. Com uma ampla ofensiva de investimentos, o gover- no federal pretende continuar melhorando a infraestrutura e impulsionar a digitalização nos próximos anos. Além disso, existem inúmeros programas europeus, alemães e regionais de incentivos, benefícios fiscais e subsídios destinados a tor- nar os investimentos na Alemanha mais atrativos e reforçar as inovações. áreas do futuro, como DeepTech, IA, biotecnologia, defesa e resiliência de cadeias de suprimentos críticas. A iniciativa “Made for Germany”, criada em 2025, também desempenha um papel importante, atuando como uma ponte entre o setor empresarial e o governo. Mais de 130 empresas fazem parte da iniciativa. Até 2028, elas pretendem investir, juntas, mais de 800 bilhões de euros na Alemanha. Outro pilar é a chamada Agenda de Alta Tecnologia do go- verno federal. Ela concentra a política de pesquisa e inova- ção em seis tecnologias-chave: inteligência artificial (IA), tecnologias quânticas, microeletrônica, biotecnologia, fusão e produção de energia neutra em carbono, bem como mobili- dade neutra em carbono. A pesquisa deve contribuir para aumentar a competitividade, a geração de valor e a sobera- nia tecnológica. As ideias devem poder ser concretizadas e ganhar escala mais rapidamente. Expansão da infraestrutura digital Especialmente na área de IA, os especialistas veem grandes oportunidades para a Alemanha quando dados industriais, experiência em engenharia mecânica, robótica, automação e desenvolvimento de software se integram. Isso porque a IA está sendo cada vez mais utilizada também em fábricas, la- boratórios, clínicas, redes de energia e sistemas de mobilidade. Nesse contexto, a Alemanha está ampliando significativamen- te sua infraestrutura digital. Até 2030, a capacidade de cone- xão de TI dos data centers alemães deverá dobrar em relação a 2025; já as capacidades de computação de alto desempe- nho e IA deverão aumentar, pelo menos, quatro vezes. Capital para a transformação Um dos instrumentos para alavancar investimentos é o cha- mado Fundo Alemanha. O governo federal e o banco público de desenvolvimento KfW disponibilizam cerca de 30 bilhões de euros em recursos públicos e garantias para gerar um to- tal de 130 bilhões de euros em investimentos adicionais. Esse instrumento tem como objetivo mobilizar capital priva- do para a indústria, as PMEs e as startups. O foco está em Uma coisa é certa: A Alemanha tem um enorme potencial. O que faltou nos últimos tempos foi agilidade e capacidade de ação. É justamente nesse ponto que o governo federal está atuando agora, com foco claro em crescimento, inovação e investimentos. Parceiros internacionais são muito bem-vin- dos para contribuir para essa transformação. A Alemanha oferece oportunidades únicas para abrir uma empresa e conduzi-la ao sucesso. 18